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Brasil registra quase 3 mil mortes de Yanomami em 10 anos

27 de Setembro, 2025
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Brasil registra quase 3 mil mortes de Yanomami em 10 anos
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O Brasil registrou quase 3 mil mortes de indígenas Yanomami nos últimos dez anos, apontam dados do Ministério da Saúde obtidos através do Metrópoles via Lei de Acesso à Informação. Entre as causas mais comuns estão a pneumonia e a desnutrição grave, além de atos violentos, como agressões.

Desde 2023, o governo federal vem adotando medidas para ampliar a assistência ao povo Yanomami. Na época, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou emergência de saúde pública no território em decorrência da alta de casos de desnutrição, malária, infecção respiratória aguda e outras doenças.

Resultado disso, entre 2023 e 2024 houve uma queda de 21% nos óbitos, passando de 428 para 336.

Veja a evolução de óbitos: Óbitos de Yanomami As informações fornecidos à reportagem compreendem o momento entre 2015 e 2024. Ao todo, foram 2.918 óbitos no território. De acordo com as informações, o pico ocorreu em 2023, quando foram registradas 428 mortes. No mesmo ano, o governo federal decretou emergência de saúde pública na área e montou uma força-tarefa para atuar na assistência ao povo Yanomami. De acordo com o governo, até o momento foram investidos R$ 596 milhões para melhoria do atendimento a indígenas no território. Leia também Brasil Primeiro centro de saúde indígena na terra Yanomami começa a funcionar Brasil Lula anuncia visita à Terra Yanomami: “Nunca foi um governante lá” Brasil Prejuízo ao garimpo ilegal em terra Yanomami chega a R$ 477 milhões Tácio Lorran Em carta, chefes Yanomami criticam gestão Padilha por descaso na saúde A maioria das ocorrências foram registradas entre crianças com menos de 4 anos — sendo 1.071 de bebês menores de um ano, e 420 na faixa etária entre 1 e 4 anos. Entre idosos com 80 anos ou mais ocorreram 120 mortes no decurso do momento.

A principal causa foi a pneumonia não especificada, que levou 372 indígenas Yanomami a óbito entre 2015 e 2024. A desnutrição grave aparece em seguida, com 251 casos. A agressão, seja por meios não especificados ou por disparo de arma de fogo, também figura entre as 10 maiores causas de óbitos na área.

Veja as principais causas: O que diz o Ministério da Saúde Perguntado através da reportagem, o Ministério da Saúde elencou medidas adotadas desde a emergência em saúde. De acordo com a pasta, o número de profissionais de saúde atuando na área passou de 690 em 2023 para 1.855 em 2025. O ministério informou ter investido R$ 596 milhões na recuperação e melhoria da infraestrutura dos estabelecimentos de saúde na terra indígena.

“Casos agudos e graves já podem ser atendidos com urgência no próprio território, beneficiando cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades. Também foram reabertos os sete polos base que estavam fechados ou destruídos por conta da insegurança. São 37 polos base e 40 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) em pleno funcionamento e ligadas à internet, para viabilizar serviços de telessaúde e solicitação de serviços de urgência e emergência”, diz a pasta.

Ainda conforme com o órgão, a aplicação de vacinas foi ampliada em 65%, totalizando 53 mil doses. O Ministério da Saúde também ressaltou a queda recente no número de mortes.

“Neste ano, considerando o primeiro semestre de 2025 e em relação ao mesmo período de 2024, a queda do número de óbitos foi da ordem de 33%. No período, o número de óbitos em relação a doenças respiratórias caiu 45%; em relação à malária, a queda foi de 65%; e de 74% nos óbitos por desnutrição”, explica.

Com informações Metropoles

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