Na tarde desta quarta-feira (17), o Tribunal do Júri condenou um réu porque homem é condenado por tentativa de feminicídio depois de atacar companheira com marreta em Cosmópolis (SP). A pena foi fixada em 13 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado. O acusado já estava apreendido e teve a execução imediata da sentença determinada em plenário.
O julgamento durou aproximada de oito horas e analisou uma tentativa de homicídio capacitado praticada em contexto de violência doméstica. Os jurados acolheram integralmente a denúncia apresentada através do Ministério Público.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na manhã de 25 de abril de 2024, no bairro Parque Dona Esther. Na ocasião, a vítima havia terminado a limpeza de uma casa recém-locada, onde passaria a morar com o parceiro.
Conforme os autos, enquanto a mulher dormia, o agressor utilizou uma marreta com mais de 2,6 quilos para desferir golpes na cabeça da vítima. O ataque provocou grave afundamento de crânio, intenso sangramento e sequelas permanentes.
Depois de as agressões, o bandido deixou o imóvel, trancou a casa e fugiu para outro estado. A vítima permaneceu ferida no local até ser avistada horas depois através do dono do imóvel e socorrida por terceiros.
Vítima perdeu a visão de um dos olhos
Durante o julgamento, foi destacado que a sobrevivência da vítima ocorreu graças ao atendimento recebido depois de ser localizada.
As agressões deixaram consequências permanentes, incluindo a perda da visão de um dos olhos, além de graves danos físicos e deformidades decorrentes dos ferimentos provocados pelos golpes.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, avaliando que o ataque ocorreu de forma inesperada enquanto a mulher dormia e dentro de um contexto de violência doméstica.
Pena foi aumentada devido à gravidade das sequelas
Ao definir a pena, o magistrado responsável através do caso destacou a elevada culpabilidade do réu e a gravidade das consequências provocadas através do crime.
De acordo com a decisão, as sequelas permanentes suportadas através da vítima justificaram a fixação da pena acima do mínimo previsto na legislação.
A condenação ocorreu porque homem é condenado por tentativa de feminicídio depois de atacar companheira com marreta, situação que foi considerada de extrema violência através do Tribunal do Júri.
Entenda o caso
O crime ocorreu no mês de abril de 2024, no bairro Parque Dona Esther, em Cosmópolis. Depois de cometer as agressões, o acusado fugiu para outro estado e permaneceu foragido até ser localizado subsequentemente durante prisão relacionada a outro fato.
A denúncia foi apresentada através da promotora de Justiça Francielle Armidoro Rabelo. Já a acusação em plenário ficou sob responsabilidade do promotor de Justiça Danilo Roberto Mendes.
Com a decisão do Tribunal do Júri, o condenado seguirá cumprindo a pena em regime fechado.
Lucas Pereira
Lucas Pereira é fundador e CEO do Policial Padrão, jornalista registrado (MTB 0090744/SP), graduado em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Propaganda (UNISAL). Servidor público de carreira, ingressou na Guarda Municipal de Limeira/SP em 2011 e, subsequentemente, foi aprovado no concurso da Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde se formou em Franco da Rocha/SP (2014-2015) e chegou a função de Cabo PM, cargo alcançado com o auxílio de concurso interno em 2023. Combinando experiência prática nas forças de segurança e sólida formação em comunicação, Lucas age existe mais de uma década na produção de conteúdo informativo voltado à segurança pública. Sua trajetória junta vivência real nas ruas com comprometimento jornalístico, proporcionando ao leitor do Policial Padrão uma visão autêntica, crítica e responsável da realidade policial no estado de São Paulo.
Com informações de Policial Padrão



