O deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) foi eleito na próxima quinta (26/3) presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e passa a ocupar posição estratégica na linha sucessória do estado, podendo assumir interinamente o governo do Rio de Janeiro.
Estabelecido em Direito e policial civil, Ruas iniciou a trajetória política sob influência do pai, Capitão Nelson, atual prefeito de São Gonçalo.
Antes de chegar ao comando da Alerj, ele ocupou cargos em secretarias municipais da cidade e presidiu o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em 2022, foi eleito deputado estadual com a segunda maior votação do estado.
Pré-candidato ao governo estadual, Douglas Ruas é visto por apoiadores como peça central na estratégia do PL para ampliar visibilidade até as eleições de outubro. Existe ainda a possibilidade de ele disputar uma eventual eleição indireta para um mandato-tampão, a depender das regras que venham a ser definidas através do Supremo.
Eleição na Alerj A eleição de Ruas ocorreu depois de uma reconfiguração política no Rio. A votação foi convocada de forma extraordinária depois de reunião de chefes partidários, em meio a críticas da oposição. Ele foi o único candidato e recebeu 45 votos favoráveis.
A troca no comando da Assembleia foi necessária devido à cassação do mandato de Rodrigo Bacellar (União) através do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bacellar já havia sido afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, deixou também a linha sucessória do estado.
Com a renúncia do então governador Cláudio Castro e a ausência de um vice, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto, assumiu o governo interinamente. A eleição de Ruas restabelece essa linha sucessória.
Ao tomar posse, Ruas agradeceu aos parlamentares e elogiou o vice-presidente da Casa, Guilherme Delaroli, que presidiu interinamente a Assembleia depois de o afastamento de Bacellar. Ele também destacou o cenário político do estado, classificando o momento como inédito.
“O estado do Rio de Janeiro passa por um momento de excepcionalidade jamais visto antes. É nesse momento que nós sabemos quem verdadeiramente tem compromisso com os mais de 16 milhões de cidadãos do Rio”, afirmou. Boicote A eleição, no entanto, foi contestada por adversários do grupo político de Castro. Parlamentares de oposição boicotaram a votação e não registraram presença.
O PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, acionou o Tribunal de Justiça para tentar barrar a disputa, alegando irregularidades na convocação e defendendo que a Assembleia aguardasse decisões da Justiça Eleitoral.
Durante a sessão, houve críticas ao grupo de Paes e à ausência de candidatura alternativa. Depois de a confirmação do resultado, também foram registrados protestos no plenário.
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Com informações Metropoles



